sexta-feira, 20 de abril de 2012

Líder do grupo evangélico que organiza protestos na Marcha para Jesus afirma que a igreja se tornou “negócio”



O idealizador do movimento “Evangelho Puro e Simples”, pastor Paulo Siqueira, participou do Fórum Nacional de Música Gospel, realizado no Salão Internacional Gospel e explicou o motivo da sua iniciativa de protestos em grandes eventos, como a Marcha para Jesus e o Congresso de Louvor Diante do Trono.
Em uma entrevista ao The Christian Post, Siqueira afirmou que o início da crise contra a qual ele protesta se deu no caso Estevam e Sonia Hernandes, que tentaram entrar nos Estados Unidos com dinheiro não declarado escondido em uma Bíblia: “Não é assim, a igreja não pode ficar passiva diante um ato desses. Devemos levar ao debate, isto não é o evangelho”.Siqueira lamenta a passividade da igreja no caso, pois segundo ele, “em vez de refletir, ao contrário, a igreja não se importou. 
A igreja brasileira está em uma crise ideológica”. Para o pastor, a volta ao “evangelho puro e simples” é algo que deve ser visto como uma releitura da abordagem que as igrejas evangélicas fazem. “Voltar ao que Jesus pregou. A igreja deve responder pela sua responsabilidade social, e às responsabilidades no mundo”, e emenda dizendo que a igreja se tornou empresa: “Hoje temos cursos de administração eclesiástica, porque a igreja tem que ser administrada, mas lamentavelmente, administrada como um negócio”.
O pastor Paulo Siqueira entende que o crescimento econômico do país, aliado ao crescimento numérico da população evangélica fez com que lideranças saíssem da realidade: “A prova disso é que muitos evangélicos que jamais estariam no mercado secular de música, hoje estão neste mercado secular de forma totalmente natural. O que seria tratado como absurdo por muitos músicos antigamente, hoje é tratado de uma forma totalmente natural”, frisa. Um dos slogans usado por ele, “o $how tem que parar”, se justifica pois os artistas e pastores banalizaram a celebração: “É preciso diferenciar a música que adora a Deus e a música que vende no mercado. A igreja deve ser respeitada. No momento do culto, nós nos achegamos a Deus”. 
Confira abaixo a íntegra do discurso de Paulo Siqueira durante o Fórum Nacional de Música Gospel, em que ele fala sobre a música gospel, a bancada evangélica e o que ele entende em relação à essência do cristianismo:

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