quinta-feira, 12 de abril de 2012

CENTENÁRIO DO NAUFRÁGIO DO TITANIC É MARCADO POR LIVROS E FILMES



Merie Weismiller Wallace/Efe
Cena do filme "Titanic" (1997), de James Cameron, que ganhou versão 3D
Cena do filme "Titanic" (1997), de James Cameron, que ganhou versão 3D

O Titanic foi uma das maiores tragédias do século 20, mas, como mito histórico e produto cultural, está muito longe de ser um naufrágio. Em 15 de abril de 1912, o mais luxuoso transatlântico já construído até então afundou no Atlântico Norte após colidir com um iceberg. Das mais de 2.200 pessoas que viajavam de Southampton (Inglaterra) a Nova York (EUA), estima-se que 1.500 tenham morrido no desastre. Cem anos depois, a história do navio é relembrada por filmes, documentários, especiais de TV, livros e mostras.

O mais famoso desses produtos, o filme "Titanic", voltará aos cinemas brasileiros amanhã em versão 3D. Lançado em 1997, o longa é a segunda maior bilheteria do cinema (US$ 1,9 bilhão, cerca de R$ 3,4 bilhões), ganhou 11 Oscars e fez de Leonardo DiCaprio um astro. 

James Cameron, o diretor do filme e responsável por "Avatar", a maior bilheteria de todos os tempos, defende o processo de conversão de "Titanic" e o investimento feito no relançamento. "Gastamos US$ 18 milhões nesse processo de conversão. Você não faria uma pré-estreia para isso? Farei tudo o que puder ser feito para divulgar o filme. É um negócio", disse ele em entrevista da qual a Folha participou.


Ele também é o responsável por "A Última Palavra", documentário sobre o navio, exibido pelo canal National Geographic (dia 14/5, às 21h). À Folha o diretor suaviza um pouco o título. "É claro que nunca haverá uma última palavra sobre o Titanic. Continuaremos a ver muitos mistérios, mas eu queria ter a minha última palavra."

O National Geographic Channel também exibe outros dois documentários a respeito do famoso naufrágio. "Titanic, o Legado" (dia 14/5, às 22h30) é apresentado por Robert Ballard, o oceanógrafo norte-americano que descobriu a localização dos restos do Titanic, em 1985.
Já "Titanic: A Verdadeira História?" (dia 14/5, às 23h15) expõe a teoria do historiador Tim Maltin, que exime de culpa a tripulação.

Também nas livrarias o centenário não passará em branco. Uma pesquisa feita pela empresa Bowker, uma das principais fontes de informação sobre o mercado literário, lista mais de 75 livros diferentes, incluindo inéditos e relançamentos, publicados sobre o Titanic neste ano.
A pesquisa estima que, desde 1912, mais de 650 títulos sobre a tragédia tenham sido publicados. Um dos primeiros, "The Loss of the Titanic" (editora Amberley), escrito ainda em 1912 pelo sobrevivente Lawrence Beesley, é relançado agora com documentos inéditos.

Outro destaque é "Titanic in Photographs" (The History Press), que inclui imagens inéditas do navio. Nos próximos meses chegarão às lojas "Exploring Titanic" (Insight Editions), relato das três expedições de Cameron aos restos do navio, e "Titanic Style" (de Grace Evans; editora Skyhorse Publishing), sobre as roupas usadas pelos passageiros e pela tripulação.

Fonte:Folha

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